Um Conto de Natal. Obra prima em todas suas versões

Caso prefira escutar o artigo, ao invés de ler, clique no link abaixo. Versão Podcast:

Aproveitando a data do natal, achei interessante falar sobre um filme, ou vários, que possuem diversas adaptações desde musicais a livros para colorir, mas tratam da mesma história criada originalmente pelo autor inglês Charles Dickens, que escreveu “Um Conto de Natal” (A Christmas Carol) em 1843.

A historia é conhecida por muitos e se altera pouco ao longo de suas versões. Mas, basicamente é o que segue: Ebenezer Scrooge é um senhor de cerca de 75 anos de idade que possui uma grande fortuna conquistada ao longo da vida. No entanto, ele já não possui parentes próximos ou qualquer pessoa a quem tenha confiança ou interesse em deixar todo este dinheiro. Muito pelo contrário, Scrooge é extremamente sovina e acredita que todos querem roubar seus milhões. Passou praticamente toda sua vida trabalhando e

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Cena do filme Um Conto de Natal (2009). Versão inteiramente digital, mas com atores tendo seus movimentos e interpretações utilizados.

acumulando dinheiro, mas sem gastar com quase nada, nem mesmo com interesses próprios, possuindo uma mansão velha e malcuidada, além de roupas de péssima qualidade.
Em uma noite de Natal, Scrooge recebe a visita de três fantasmas: o fantasma do passado, do presente e de um possível futuro caso ele não mude suas atitudes. Alguns interpretam que o fantasma do futuro seria a própria morte, mas isso nunca foi atestado ou confirmado pelo autor. Após estas visitas, o personagem principal, revisita momentos de sua vida junto desses fantasmas e deve decidir se continuará como está ou se mudará de atitude.

 

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Gravura originalmente criada para ilustrar uma das versões do livro. Nela Scrooge recebe um dos fantasmas.

rtante ressaltar que se você nunca leu o livro, apenas viu algum filme ou peça, não deixe de contemplar essa obra literária. Dickens possui uma maneira leve e interessante de escrever e consegue prender a atenção dos leitores de forma mais que eficaz. Soma-se a isso o fato de podermos ler o que realmente ele escreveu e não as releituras feitas posteriormente.

 

Falarei sobre três versões desta história: Um Conto de Natal (desenho de 1997); Conto de Natal (filme de 1999, com Patrick Stewart); Os Fantasmas de Scrooge (filme digital de 2009, com Jim Carrey). Os três filmes tratam da história criada por Dickens, mas cada uma aborda o conto de uma maneira diferente.

O desenho, que não é único – já que pelo menos 4 já foram lançados oficialmente ao longo da história – possui uma abordagem mais leve, por ser voltado ao público infantil, porém não menos realista. Scrooge é avarento e egoísta e recebe as visitas dos fantasmas, a diferença é que o linguajar existente nesta versão é mais leve e simples, além do fato das cenas mais “pesadas” serem demonstradas de forma mais tranquila. Mas de todos os desenhos já produzidos sobre a história, sem dúvida esse é o melhor.

O filme de 1999 teve o grande ator Patrick Stewart representando, de maneira singular, um Scrooge maldoso e temido. Foi uma das melhores versões da história e um dos maiores papeis do ator, apesar do mesmo não ser muito lembrado por ele. Ainda assim, é um filme que vale ser conferido pelo público.

Quanto à versão de 2009 – inteiramente digital, porém capitando a interpretação dos atores – com Jim Carrey no papel principal, é uma verdadeira

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Jim Carrey em cena do filme de 2009. Cada ponto preto em seu rosto é um sensor que capta, com um nível de detalhismo absurdo, suas expressões e os represente na tela.

obra de arte pela qualidade da imagem e digitalização dos atores. Não me refiro ao modo como a história foi contada ou à interpretação dos atores, que na minha opinião foi excelente, mas sim à qualidade do digital empregado no filme. Esta versão foi um pouco mais “fora da caixa”, pois mostrou um lado mais mágico, ou místico, da história. A história se manteve próxima ao livro, no que se refere a questões principais, mas tomou a liberdade de ir além do que outros filmes haviam conseguido, acredito que pela tecnologia empregada.

Há outras versões cinematográficas que merecem ser vistas. Versões que eu mesmo ainda não tive a oportunidade de assistir, mas acredito serem de primeiríssima qualidade, que são: Um Conto de Natal (1984) e Um conto de Natal de (1951).

O filme nos faz refletir sobre nossas atitudes em relação a que rumo estamos dando a

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Cena de peça inglesa sobre a obra de Dickens. Interpretada em 1993, mas até hoje peças e musicais são produzidos sobre o tema.

nossa vida e ao nosso dinheiro. De que adianta termos muito dinheiro se não formos felizes ou se não o utilizamos para nosso bem e o daqueles próximos a nós? Não digo para ser um filantropo ou alguém que vive para os pobres ou algo do gênero. Mas, certamente, podemos ceder um pouco deste dinheiro para causas ou pessoas que acreditamos, que fazem sentido para gente. Isso fará bem a você e à causa apoiada. Claro que não apenas dinheiro é valido, podemos doar tempo ou interesse em divulgar a causa. E, claro, causa não envolve apenas pobreza, mas também animais, meio ambiente, questões políticas e sociais, entre outros.

Porque não aproveitam esta semana natalina, ou pós

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Versão da Disney com os personagens da família do Pato Donald.

natal, para assistir a uma das versões dessa bela história? Quem sabe, caso você goste muito, poderá até ver todas elas com amigos e família?

Bom Natal e Feliz Yule a todos!

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