Robocop – (o que era) o policial do futuro

Caso prefira escutar o artigo, ao invés de ler, clique no link abaixo. Versão Podcast:

Dead or alive, you’re coming with me! (Morto ou vivo você vem comigo). Tenho certeza de que muitos se lembram dessa frase nos filmes de Robocop. No Brasil, o filme recebeu o título de Robocop – O Policial do Futuro. Infelizmente, ele não virou o policial do futuro e, convenhamos, um desse seria de grande ajuda, ainda mais no Brasil.

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Robocop foi lançado em 1987 e teve 2 continuações: Robocop 2 (1990) e Rob
ocop 3 (1993), além de uma releitura em 2014. Teve também 4 séries para TV, nas versões desenho e filme.

Robocop foi um marco no cinema e no gênero ficção – policial. O primeiro filme, na minha opinião, é o melhor, não apenas por ser o primeiro, mas por contar a história do “policial de lata” e fazer com que os telespectadores vissem que ele não era 100% máquina e tinha ainda muito de humano em si.

Mas vamos à história: Alex Murphy é um policial em Detroit, casado e com filho. Ele e sua parceira Anne Lewis, vão investigar uma espécie de fábrica abandonada e em um certo momento Murphy cai em uma emboscada, sendo trucidado pelos bandidos, mas não morrendo de fato. O governo já estava com um projeto de construir um policial robô, porém com partes humanas, usando algum policial que tivesse sido morto em combate. Quem foi escolhido para isso? Exato!8935247685_72d265080f_b

Mas todos pensavam que haviam criado um robô policial, mas parte de Alex continuava lá, vivo. Sendo assim, por mais máquina que ele fosse, ainda havia características humanas, sentimentos, nele e em suas decisões ao longo dos filmes.

Ao longo dos 3 filmes iniciais, Robocop enfrenta gangues, outros robôs policiais, robôs samurais (não exatamente isso, mas você entenderá quando vir), a corrupção na corporação policial, tráfico de drogas etc. Para a época, devemos reconhecer que o robô foi extremamente bem feito, e que desde o início o filme apenas ficou verdadeiramente bom pela ótima interpretação de Peter Weller – que, infelizmente, apesar de ter participado de diversos filmes além de Robocop, nunca mais teve um papel de grande sucesso, tendo alcançado maior reconhecimento em séries.

A releitura do filme, feita em 2014, com Joel

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Imagem retirado do site TocadoNerd

Kinnaman no papel principal – ator até então
desconhecido para mim – foi boa, e interessante. Mas jamais poderá ser melhor que o primeiro. O fato de não ter mais o carro (com a cena de Robocop colocando o pé para fora da porta – veja no vídeo abaixo – e de descobrirmos depois que esta cena apenas se repetia durante o primeiro filme, pois o ator não cabia em seu “uniforme” de Robocop dentro do carro, então filmavam ele entrando ou saindo) e sim uma moto, foi interessante, mas desapontadora. Muito pouco de seu corpo foi preservado no filme, e quiseram mostrar um lado mais real e familiar do personagem, deixando o filme mais dramático. De toda forma foi muito revigorante e saudosista poder ver Robocop novamente e, pela primeira vez, no cinema.

Ao contrário

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Uma das versões em HQ (história em quadrinhos)

de muitos filmes que mesmo lançados há décadas ainda são um fenômeno em termos de objetos para colecionadores ou interessados, Robocop possui pouquíssimos artigos a venda. Obviamente, criou-se um action figure (estátua, com alto nível de detalhismo e cuidado e, portanto, muito cara. Não é um brinquedo, mas sim um item colecionável e usado como algo decorativo) do personagem. Na década de 90 víamos mais objetos, como brinquedos, camisetas, bonés, lancheiras e afins. Mas, hoje em dia, pouco é lançado sobre quaisquer dos filmes, apesar de ser um personagem que nunca mais saiu do imaginário das pessoas.

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Umas das action figure. Imagem retirada do site Fantoy

Alguns jogos para computador (PC) e consoles foram lançados em todos esses anos, mas nenhum verdadeiramente que fizesse jus ao nível do personagem. As séries lançadas estiveram, no máximo, num nível satisfatório.
Há alguns anos, após uma campanha na internet, promovida inclusive com o apoio do ator Peter Weller, iniciaram a construção de uma estátua do Robocop em Detroit.

Ainda tenho a esperança de lançarem mais um filme que seja do nível dos primeiros; algum jogo de primeiríssima qualidade e mais alguns itens para eu decorar o quarto. E já que a moda agora é ter série, que lancem uma série digna e de alto padrão para o policial do futuro.

“Excuse me. I have to go. Somewhere there is a crime happening”. (Desculpe, preciso ir. Em algum lugar há um crime acontecendo).

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